(quinteto para clarinete, fagote, violino, viola e violoncelo)

 

Obra composta entre Junho e Agosto de 2014

Primeiro quadro — Introdução

O protagonista sofre com a perda inesperada da sua amada, sentindo-se perdido entre sentimentos angustiantes e tormentosos onde vai balbuciando o seu nome em vão. Sentindo-se afogar no desespero de uma paixão obsessiva que o asfixia e o incapacita, tenta expurgar a sua mente entre a meditação e a fé.

Segundo quadro — Canzonetta

Entoa uma ode, dividida em duas partes, para honrar o seu amor, enquanto tenta enfrentar um mundo exterior indiferente à sua amargura.

Terceiro quadro — Intermezzo

Segue deambulante e cego de dor, envolto entre suspiros e uma teia de dúvidas e amargura, apenas rompida por uma irónica conversa entre dois homens sobre a morte que o impede de ouvir nitidamente o som ensurdecedor dos sinos da igreja. Tenta fugir deste cenário angustiante, na busca de um menos penoso.

Quarto quadro — Cortejo fúnebre

O silêncio sepulcral é interrompido pelo cortejo fúnebre de sua amada, o que o leva a entoar uma vez mais a ode que honra o seu amor, mas a angústia leva-o para longe do seu corpo inanimado.

Quinto quadro — Rondó

A fuga é acompanhada de flashes do cortejo fúnebre acompanhado pela ode, a angústia, as conversas, os sinos, que invadem a sua mente e iluminam momentaneamente a obscuridade do nevoeiro onde se enlaçam outros pensamentos. Entregue ao desespero pelo sentimento de perda que não cede e lhe devasta todas as células do corpo, sente-se completamente encurralado entre pensamentos que o desencaminham e o fazem lançar-se no vazio do abismo.